Trabalhar em rede envolve uma cultura e uma visão de transformação. Assim, não falamos de redes como entidades ou organismos, mas enquanto formas de interação e intervenção. A construção do trabalho em rede só faz sentido se o fizermos em função do contexto histórico e dos desafios da sociedade.

O trabalho em rede é um processo longo, de construção de espaços de encontro e ação conjunta, que envolvem cumplicidades, articulações e compromissos. Deve valer-se da diversidade de pensamentos e opiniões e produzir processos de aprendizagem comuns, que se convertam em linhas de ação para todos.

No trabalho em rede as relações de poder apresentam-se não como um poder vertical, mas sim como a construção de relações democráticas, de diálogo e de confiança. Por isso, é fundamental que os processos de animação e coordenação sejam transparentes.